sábado, 18 de setembro de 2010

"Sonho que ainda sou menina"


Sonho que ainda sou menina
Que brinca com a florzinha
Tirada com carinho do jardim
Com cheirinho de jasmim.

Sonho que ainda sou menina
Usando um vestido com rendinha
Com meus cabelos com trancinha
Com chapéu que fico mimosa.

Sonho que ainda sou menina
Aprendendo a ser uma mulher
Conhecendo a vontade de amar
Querendo sozinha caminhar.

Sonho que ainda sou menina
E que mulher me tornei
Que muitos sonhos realizei
Como mãe me senti rainha.

Autoria *Irene Moreira*


1º Concurso Poetas Blorkutando 
Tema:  Sentimentos e Realidade

Imagens google

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

"Apenas uma noite"



Claudia acabara terminando a noite no apartamento de Leonardo, que nada mais era do que um cliente da empresa onde trabalhava como economista. Tinha sido designada para fazer uma auditoria na empresa onde ele era o Gerente Financeiro. Já estava quase há duas semanas distante de casa, pois esta empresa ficava em Porto Alegre.

Um dos diretores da empresa estava aniversariando e foram comemorar numa Danceteria e foi maravilhosa a festa. Claudia passou a noite dançando, bebendo, extravasando um pouco a necessidade que tinha de se sentir mulher, paquerada, desejada e foi essa fúria interior, esse sentimento contido que fez Claudia  deixar se levar pelos galanteios de Leonardo que acabou numa noite de amor em seu apartamento.

Depois de já refeita das doses de álcool consumidas, de ter o ato consumado ela não via mais porque continuar ali naquele apartamento com um rapaz que mal conhecia. Para ela foi simplesmente um momento de prazer e nada mais. Para ele lhe parecia que o mesmo ocorrera, pois ali estava dedilhando as cordas de seu violão, já vestido para acompanhá-la até o taxi sem mais dizer uma só palavra.

Claudia procurava se vestir o mais rápido possível e o que mais queria era voltar para o seu quarto de hotel , dormir uma boa noite de sono para, no dia seguinte, passar uma borracha naquela noite. Esperava concluir o trabalho de auditoria daqui há uma semana e depois disso estaria retornando para o Rio de Janeiro para matar as saudades de seu apartamento, de sua vida , de seus amigos enfim voltar ao seu ninho sendo dona absoluta de suas vontades.

Ela morava sozinha, adorava seu trabalho e tinha uma ótima vida de solteira. Sempre deu muito valor a sua liberdade e achava difícil vir a conviver com alguém.

Optou por ficar solteira, embora tivesse uma pessoa com quem se relacionava sem cobranças de ambas as partes. Não precisava de homem para a proteger nem para trocar lâmpada. Precisava de um companheiro para seu crescimento emocional.

Desde então, não conseguiu engrenar nenhum relacionamento sério. Claudia é a eterna solteira. As pessoas acham que é solteira porque quer, e isso a deixa boquiaberta. Procura alguém que a faça feliz, que  entenda que já tem a vida estruturada.
Num primeiro encontro fica sempre desconfiada. Está escaldada de caras que não querem nada firme e no fundo, ela se preocupa é com a qualidade da companhia. Antes Claudia pensava que teria filhos aos 30 anos, mas agora vê que isso pode se estender. Por isso ela procura se manter bem fisicamente, ter qualidade de vida, estar em dia com seus exames médicos e não deixa de sonhar em ser mãe , de construir uma família onde seu companheiro a complete como mulher e valorize o seu lado profissional que só virá a enriquecer suas vidas.

Enquanto o príncipe encantado não chega ela vai levando a vida como uma cinderela que foge do baile quando soam as doze badaladas.

*Irene Moreira*
12a. Edição


"Ficar é curtir a vida intensamente sem pensar no dia de amanhã.
Curtir o momento apenas".

Imagens google

terça-feira, 14 de setembro de 2010

"A menina do Girassol"


Debruçada na grade da praça
Com seu vestido e toquinha
Cobertos de girassóis é um encanto
Colorindo o jardim de amarelo ouro
Está uma linda menina de girassol
Toda formosa ao redor do sol.

 
Autoria *Irene Moreira*

Imagem meme

sábado, 11 de setembro de 2010

27a. EDIÇÃO "Uma história de amor"

Foto retirada do We♥It



Tamira é uma jovem de 18 anos que divide seu tempo com os estudos, cursando o último ano do ensino médio e as suas idas a festas e clubes , com os amigos.

Certo dia ela acidentalmente bate sua moto num carro de um homem que parecia estar um pouco estressado. O proprietário do carro chama-se Raul e é um publicitário de 37 anos que tem uma carreira de sucesso. Tamira não se machuca, mas sua moto fica ligeiramente danificada. Raul se responsabiliza pelas despesas e ainda a leva à escola enquanto o concerto não é concluído.
Raul pensa que o incidente vai encerrar-se com um cheque na oficina mecânica, mas Tamira tem outros planos. Ela logo se interessa pelo atraente publicitário e faz tudo o que pode para conquistá-lo. Escaldado por suas decepções amorosas e também preocupado com a pouca idade da menina ele se esquiva.

Abandonado pela mulher que considerava ser seu "eterno amor", a vida social de Raul ficou restrita aos antigos amigos. Agora tendo conhecido essa jovem, mantendo esse contato de levá-la para a escola todos os dias, sua vida muda.

Começa a batalha de seu coração para não se envolver com Tamira que já espalhou para todas as suas amigas que ele é o novo namorado dela. Seus amigos também já começam a fazer algazarra dizendo para ele tomar cuidado senão os pais da menina vão vir em cima.

Nervoso com tudo isso e, para piorar, seu patrão na agência exige que ele invente rapidamente uma campanha criativa para conquistar a conta de um cliente muito importante.

A sua vida começa a ficar dividida entre as obrigações profissionais e a alegria e satisfação que sente em estar com Tamira.

Chegada à hora de ir buscá-la no colégio, segue em seu conversível azul escutando sua música preferida. Como sempre ela já está no mesmo lugar, toda alegre, esperando ele chegar. Nesse dia ela disse que iria sentar atrás para poder apreciar melhor a paisagem e sentir o vento no rosto. Raul pensou como ela ainda tinha atitudes de uma menina, apesar daquele rosto, daquele lindo corpo escultural de mulher.

Esperou ela se ajeitar e seguiu de volta pegando a estrada até chegar ao bairro onde ela morava. Durante a viagem ficaram ouvindo música e ela contando algumas histórias que tinham acontecido no colégio. Começaram a rir juntos e de repente ela se levanta e o abraça, tapa os seu olhos com as mãos, dizendo que ele não precisava se preocupar que ela iria ser a co-piloto dando todas as coordenadas. Raul achou graça e deixou-se levar pela brincadeira.

Brincadeira que num piscar de olhos virou uma tragédia, apareceu um caminhão de repente na contra–mão atingindo os dois em cheio.

Depois dessa cena apareceu na tela as palavras “The End” e as luzes do cinema acenderam , encerrando assim a seção.

*Escrito por Irene Moreira*

Participação projeto Palavras Mil

Há sempre alguma loucura no amor.
Mas há sempre um pouco de razão na loucura.
(Friedrich Nietzsche)

Imagens google

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

" UM DIA ANGUSTIANTE"




A noite estava muito fria e já passava das dez horas quando Denise conseguira, finalmente, sair da Faculdade. Caminhava a passos largos para chegar ao ponto e não perder o ônibus porque queria chegar logo em casa.

O dia tinha sido desgastante começando na loja que trabalhava onde tivera vários problemas com clientes, colegas e até com uma tentativa de assalto que fora rapidamente abortada pela segurança do Shopping. Saindo de lá teve que seguir para a Faculdade que não podia faltar, pois era semana de provas e o que mais queria era concluir o seu curso de Administração para conseguir uma boa colocação no mercado e crescer profissionalmente.

Estava quase chegando no ponto quando viu seu ônibus, tentou correr para pegar, mas não teve sucesso. Agora não adiantava chorar e o jeito era esperar o próximo chegar. Ficava um pouco receosa em ficar ali sozinha à noite apesar de ter algum movimento de pessoas que transitavam naquele ponto.

Denise olhava para frente, fixamente, na expectativa de sua condução chegar, começou a cair uma garoa, encolheu-se sentindo muito frio. Subitamente escutou o barulho de um carro derrapando na pista e freando quase em cima dela. Como num passo de mágica as portas traseiras do carro se abriram, dois homens saíram e sem dar tempo de reagir a agarraram e jogaram para dentro do veículo. Denise continuava encolhida, não conseguia enxergar nada, pois vedaram seus olhos, suas mãos e pés estavam presos e só escutava eles agitados dizendo para ela ficar quieta senão morreria.

O carro corria desgovernado, derrapava nas curvas e seu corpo era jogado de um lado para o outro como um saco de batatas. Estava apavorada, seus sentidos anestesiados, seus pensamentos confusos e se perguntava: Quem eram eles? Será que estava sendo seqüestrada pelos bandidos que tentaram assaltar a loja, que a viram apertar o alarme para avisar a segurança? O que eles queriam com ela? Estava em transe morrendo de medo e não sabia para onde a estavam levando. Começou a rezar, a chorar baixinho e queria tanto sair dali, chegar em sua casa e abraçar seus pais.

Finalmente, após meia hora, o carro parou e Denise foi arrancada do carro pelos ditos “irmãos metralhas” que a levaram para um quarto e a deixaram lá trancada. Escutou o barulho das chaves fechando a porta e os passos dos homens se afastando sem dizerem uma só palavra, sendo que um deles tinha um pigarro constante que mais parecia um tique nervoso.

Conseguindo se libertar das tiras que a amarravam e da venda dos olhos verificou que estava num cubículo muito pequeno e totalmente escuro. Tropeçou em um móvel e tocando percebeu ser uma mesa e por cima dela havia uma pequena mala ou algo parecido, mas não dava para ver.

Cansada, morrendo de medo, com a boca seca querendo muito beber água, estava tentando se controlar para não entrar em pânico e rezando para que alguém viesse socorrê-la. Seus pais já deviam estar aflitos e não sabia mais em que pensar, com suas pernas trêmulas acabou sentando no chão que estava igual a uma pedra de gelo de tão frio. Não queria morrer assim desse jeito, precisava reagir e olhando para o alto avistou uma pequena janela onde dava para ver a penumbra da noite e a sombra de um poste. Abaixou a cabeça e começou a chorar muito e foi quando ouviu um “clique” e viu que a luz do poste acendeu o que fez entrar um pequeno feixe pela janela que iluminava o móvel em que havia tropeçado.

Levantando foi logo verificar a mala que estava ali. Olhou detalhadamente e verificou que tinha dois fechos e apertou sem pensar e ela se abriu. Levantando a tampa deu de cara com seus objetos pessoais e ao mesmo tempo que arregalava os olhos pelo que acabara de ver, escutou o barulho das chaves na porta que abriu bruscamente, fazendo com que Denise soltasse um berro de tão assustada, levantasse rapidamente a cabeça, abrisse os olhos e . . . ! ! !
– Denise minha filha vai ficar dormindo com a roupa que andou o dia inteiro na rua? Levanta daí, vá tomar um banho e venha jantar conosco que daqui a pouco está na mesa, disse sua mãe ao entrar em seu quarto.

Viu que estava na sua cama, no seu quarto com as todas as luzes acesas. Suspirou de alívio e disse:
- Ufa que pesadelo horrível !!! Que bom que estou em casa.

Denise havia chegado em sua casa e estava sem luz, deitou-se na cama para esperar ela voltar pegando no sono. Foi assim que acabou tendo esse pesadelo, reflexo do dia angustiante que passara e agora o que mais queria era poder descansar e esquecer tudo isso.

*Escrito por Irene Moreira*

Participação da 5a. Edição do Projeto Entrelinhas

"O que a história conta não passa do longo sonho,
do pesadelo espesso e confuso da humanidade."
(Arthur Schopenhauer)

Imagens google

terça-feira, 7 de setembro de 2010

"Alice no País das Maravilhas" ( Parte II - final)



Aqui estou para continuar contando o que aconteceu com a Alice depois que teve o encontro com a lagarta que lhe dá alguns conselhos preciosos. Para quem não leu a primeira parte pode ver AQUI . Vamos então saber o que a espera até o fim quando então termina as aventuras da Alice no País das maravilhas.


Alice volta às suas proporções normais e continua a andar pela floresta. Numa clareira, ela encontra uma pequena casa e encolhe o bastante para entrar nela. É a casa da Duquesa. Ela e o Cozinheiro estão brigando furiosamente, e os dois não parecem se preocupar nem um pouco com a segurança do bebê que a Duquesa está embalando. Alice pega o bebê para tomar conta dele, mas ele se transforma num leitão e escapole para a floresta.

                            
Mais tarde, Alice encontra o Gato de Cheshire, que antes estava sentado na casa da Duquesa mas não tinha se manifestado. O Gato a ajuda a achar o caminho através da floresta, mas a avisa que todos aqueles que ela irá encontrar são loucos.


Alice chega até a casa da Lebre, onde ela é convidada para ir à Festa da Hora do Chá. Na Festa, estão presentes a Lebre, o Chapeleiro Louco e o Rato do Campo. Uma vez que o Tempo parara de funcionar para o Chapeleiro, são sempre seis horas da tarde e é hora do chá. As criaturas da Festa do Chá são as que mais discutem em todo o País das Maravilhas


. 
Alice sai da festa e encontra uma árvore com uma porta; quando ela espia pela porta, ela vê o corredor onde ela tinha começado sua aventura. Desta vez, ela está preparada e consegue ir até o lindo jardim que ela tinha visto antes.



 Ao chegar lá, Alice descobre que está no jardim da Rainha de Copas. Alice vê três jardineiros, cujos corpos tem a forma de cartas de baralho. Eles estão muito ocupados pintando as rosas de vermelho.

Alice os interroga e os jardineiros dizem que, se a Rainha de Copas descobrir que eles haviam plantado rosas brancas ao invés de vermelhas, eles serão decapitados. Logo a seguir, chega a Rainha em pessoa e ordena a execução imediata dos jardineiros. Alice os ajuda a se esconderem num grande vaso de flores.

A Rainha convida Alice para jogar croquê. É um jogo muito difícil de ser jogado no País das Maravilhas, pois as bolas e os tacos são animais vivos. A partida é interrompida pela chegada do Gato de Cheshire, com o qual o Rei de Copas antipatiza instantaneamente.


A Rainha leva Alice até o Grifo, e este, por sua vez, a leva até a Tartaruga Falsa. O Grifo e a Tartaruga contam a Alice histórias bizarras sobre a escola deles no fundo do mar. A Tartaruga Falsa canta uma canção melancólica sobre sopa de tartaruga, e pouco depois o Grifo arrasta Alice para assistir ao julgamento do Valete de Copas.

 O Valete de Copas estava sendo acusado de roubar as tortas da Rainha, mas as provas contra ele eram muito ruins.

Alice fica abismada com os ridículos procedimentos do tribunal. Ela também começa a crescer. Logo ela é chamada para testemunhar; nesta altura, ela já estava com um tamanho gigantesco. Alice se recusa a ser intimidada pela lógica distorcida do tribunal e pelas acusações do Rei e da Rainha de Copas. Subitamente, todas as cartas se levantam e a atacam. Neste momento, ela acorda. Suas aventuras no País das Maravilhas tinham sido apenas um sonho fantástico.


 A História de Alice no País das Maravilhas teve a sua versão de 2010 num filme muito bem feito que em 3D nos deixa maravilhados sentindo por alguns momentos estar sonhando realmente no País das Maravilhas.



Apresentei uma mistura de figuras que mostram o desenho animado da Alice de nossa infância e as imagens do filme que hoje revivemos esse conto numa fantasia e magia do século XXI.


.Imagens e pesquisas retiradas do google