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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

" O PRECONCEITO DE AMAR"


Homossexualismo sempre foi um tema de grande polêmica por envolver os padrões tradicionais que norteiam a nossa sociedade em relação a educação,a cultura, a religião e ainda temos muitas questões sem respostas em virtude de existir ainda um forte preconceito , mas uma grande maioria hoje já vê de forma indiferente.

Fazer julgamento sobre homossexuais pode vir a atingir a nós mesmos no âmbito familiar, de amigos e até profissional onde o nosso relacionamento não está voltado para saber qual a sua tendência sexual e sim qual é o seu caráter, sua competência e o que ele pode doar de si para o bem do grupo e da sociedade.

Quantos se tornam pessoas tão importantes em nossas vidas independente das escolhas que tenham feito em relação a sua sexualidade?

Considerando a nossa convivência diária numa sociedade com diversas formas de vida sou totalmente a favor pelo direito à indiferença.

Fazer uso do slogan “PELO DIREITO À INDIFERENÇA” utilizado na campanha publicitária feita por uma Associação portuguesa em 2005, visando alertar a população para o preconceito e a discriminação de que eram alvo os gays e lésbicas, foi a forma que encontrei de mostrar como essa luta é antiga e parabenizar essa iniciativa. Ela mostra imagens de manifestações de afetos entre homossexuais dentro do cotidiano e que deixam de causar surpresa ou crítica e de gerar reações de hostilidade contra eles.

Apostando nessas imagens e fazendo uso desse slogan incentivaram e contribuíram para um sentimento de indiferença geral no que diz respeito à orientação sexual dando condições para a total integração social e o viver de uma forma aberta e saudável.
Irene Moreira
Rsantos
11a. Edição - Polêmicas Gays


"Se o amor é perfeito
Então porque será que
Na perfeição do amor
As pessoas tem preconceito de amar?
(Nusa nunes)

(Video You Tube , imagens e pesquisas retiradas da NET)

sábado, 6 de novembro de 2010

" Meu querido Eu "


Meu querido Eu

Estou aqui em frente a este espelho desgastado pelo tempo, mas testemunha de quase todos os momentos de minha vida. Você sabe que preciso falar com alguém, preciso desabafar e quando procuro aqueles que poderiam me ouvir não dispõem de tempo ou, quem sabe, não estão com paciência para me ouvir.

Sempre fui uma mulher que pensa mais com o coração do que com a razão. Sempre fui romântica demais, aquela super esposa, aquela super mãe. Incansável em minhas tarefas, conciliando as minhas atividades profissionais as do lar e que como dona de casa sempre fiz o suficientemente necessário.

Este ano lutei com todas as forças para superar a tristeza, o vazio que senti com a partida do meu único filho. Natural, inevitável e esperado. Filhos são esperados, desejados, amados e quando percebemos estão prontos a seguir suas próprias vidas, a construir sua própria família. O meu coração parecia que ia explodir de tanta aflição, mas o mundo o chamou e sei que ele tem que deixar sua marca nos caminhos que escolher da mesma forma que assim o fiz.Agora está tudo bem, já assimilei essa fase e ocupei esse espaço com outras coisas.

Sabes que sou simplesmente uma mulher onde tenho momentos de uma grande fragilidade, momentos de uma fortaleza que removo montanhas em defesa daqueles a quem amo. Passo por fases que me sinto no abandono onde junto sentimentos de tristeza, solidão que o coração até chora, mas ajuda a achar forças para continuar essa minha caminhada pela vida.

Tem dias que acordo cheia de alegria que meu coração explode de felicidade, enfim, sou simplesmente uma mulher sempre na busca de novas realizações, de novos sonhos.

Hoje sou uma blogueira e como gosto, como me faz bem a alma. É um mundo cheio de sentimentos onde conheço pessoas lindas e maravilhosas, passeio por lugares diferentes e cada dia tem uma novidade. Uma forma que me completa é escrever, interagir com esse mundo virtual e buscar transformar em realidade todos os meus sonhos.

Confesso que até quando fico me admirando neste espelho me sinto até mais jovem. Aquele rosto cansado, abatido, amargurado já não está mais presente e sua imagem foi apagada sem eu perceber.

Acho que já falei demais e agora vou deixar você descansar minha amiga inseparável. Sei que sempre que precisar você estará aí pronta para me escutar.

Despeço-me com todo o amor e carinho que tenho por mim.

*Escrito por Irene Moreira*
Participação 8a. Edição

Tema : Meu Eu
 
Foto retirada do We heart it
"O corpo é um caminho - ponte,
e neste efêmero abraço busco transpor o abismo."
Thiago de Mello

Imagens
Google  
We heart it






sábado, 30 de outubro de 2010

"UMA VIAGEM INESQUECÍVEL"


Adriana e Eliane eram amigas inseparáveis e combinaram, num feriado prolongado, de viajarem para Florianópolis onde a família de Adriana tinha uma casa na Praia do Campeche.

Elas estudavam Turismo na mesma Faculdade e estavam estagiando numa Agência de Viagens que permitia terem facilidades para conseguirem passagens com preços baixos. Foi uma viagem planejada e já haviam feito uma agenda de passeios e queriam aproveitar bastante esses dias.

Logo que chegaram foram direto para a casa localizada num lugar sossegado apesar de ficar perto da praia que era muito freqüentada por surfistas que aproveitavam as ondas fortes do mar.

Descansaram um pouco, se acomodaram em um dos quartos que os caseiros já haviam deixado arrumado e com tudo que precisavam. Aproveitaram para almoçar e saborear a gostosa comida que a caseira, Dona Rosa, havia preparado. Depois ficaram planejando o que iriam fazer combinando darem um passeio até a Ilha do Campeche que ficava em frente à praia.

A Ilha que era muito conhecida pelos acervos arqueológicos e por suas histórias além de ser ótimo para se dar um bom mergulho. Para chegar lá pegaram uma embarcação e foram logo em direção a praia para aproveitar o passeio, pois a embarcação tinha horários marcados e elas queriam voltar antes do anoitecer.
Chegando à Ilha foram logo para a água que estava com uma temperatura agradável. Ficaram ali curtindo a água, sentindo a brisa gostosa da tarde, jogando conversa fora e seguiram caminhando pela orla brincando com água calma e cristalina.

Conforme caminhavam seus pés tocavam o fundo onde a areia estava cheia de conchas e pedras. Evitando se machucarem andavam com cuidado e foi quando a Eliane pisou em algo meio mole, parecia uma esponja e estranhando olhou através da transparência da água e de repente começou a gritar e a pular de pavor.

Adriana tentava, sem saber o que acontecia acalmar a amiga e não conseguindo olhou também para a água e aí ficaram as duas apavoradas. Adriana depois do susto procurou olhar melhor para saber que cara era aquela com dentes afiados e olhos esbugalhados olhando fixos para elas dentro da água, mas o entardecer havia diminuído a claridade. Pegou um galho de árvore que estava caído e, com a cara e coragem, procurou puxar aquele “monstro do mar“.

Eliane continuava tremendo feito vara verde e Adriana estava tensa, mas continuou firme puxando. Quando surgiu a cabeça do suposto “monstro” as duas se assustaram com o estado de decomposição de um gato que devia estar morto já há algum tempo. Adriana jogou longe o corpo do animal e as duas correram caminhando em direção a praia e assim que colocaram os pés na areia deram um suspiro de alívio e começaram a rir.

O dia começava a anoitecer e lembrando o horário da embarcação saíram às pressas. Conseguiram chegar a tempo e quando já estavam em direção a casa  Eliane comentou com a amiga que tinha sentido o fato de chamarem Florianópolis da Ilha da Magia.

O que ocorrera fora simplesmente fruto da imaginação delas e para umas futuras Agentes de Turismo tinha servido de lição.

Autoria *Irene Moreira*
7a. Edição - Projeto Entrelinhas
"Uma história de Terror"


"Todos os homens têm medo.
Quem não tem medo não é normal;
isso nada tem a ver com a coragem."
(Jean-Paul Sartre)

Imagens google

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

"Saudades de você meu irmão"



Todos os dias antes do por do sol pegava minha bicicleta e ia até o deque que ficava ao lado do Forte de Copacabana. Encostava a bicicleta e ficava sentada na grade de madeira que o cercava. Aquele lugar era muito especial, um cantinho que me trazia muitas recordações dos meus tempos de infância, das brincadeiras  com meu irmão, momentos únicos que ficarão para sempre em minha memória.

Tantos anos já se passaram e não teve um ano que não me lembrasse de você meu irmão. Como gostaria que estivesse junto de mim para poder acalmar esta dor que arde dentro de mim.

Como esquecer cada pedacinho que compartilhamos juntos, nossa infância e os cuidados que tivemos com sua adolescência para que conseguisses superar os obstáculos que uma pequena arritmia o acometera.

Como um milagre lá estavas a todo vapor curtindo a vida, seus amigos, e como adorava uma festa, e como paqueravas as garotas, e dançavas como ninguém e as músicas as sabias todas na ponta da língua.

Eras o Gênio da turma e na hora de montar o som para a festa lá estavas sempre bem disposto. E, foi num desses dias, que o som não funcionou... Porque tinhas que partir tão cedo e de forma tão dolorosa que a todos nós abalou?

Saudades de sua voz, de seu sorriso, de seu encanto, de nossas brigas... saudades de suas histórias, de sua arte que em uma tela inacabada deixaste a marca da sua sombra. Saudades que percorre a minha alma e acompanha a minha vida.

Fecho os olhos e começo a sonhar - quantas recordações de alegrias e tristezas transbordam em meu pensamento, meu coração se enche de amor e parece que nada aconteceu e que você está aqui ao meu lado.

Mas doce ilusão que mais do que depressa me traz de volta a realidade, como num sopro , num vento que refresca meu rosto vejo que é tudo um simples sonho e que o nosso amor é como o vento não posso ver mas posso sentir.

Saudades de você meu irmão e saiba que serás para sempre a lembrança eterna de vida que me ilumina e me acalma.

*Irene Moreira*
RSantos




13a. Edição - Projeto OAPSS

6a. Edição - Memórias
 
Projetos Entrelinhas
“Memórias
Não são só memórias
São fantasmas que me sopram aos ouvidos
Coisas que eu
Nem quero saber”
(Pitty - Memórias)

Imagens Google

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

" UM DIA ANGUSTIANTE"




A noite estava muito fria e já passava das dez horas quando Denise conseguira, finalmente, sair da Faculdade. Caminhava a passos largos para chegar ao ponto e não perder o ônibus porque queria chegar logo em casa.

O dia tinha sido desgastante começando na loja que trabalhava onde tivera vários problemas com clientes, colegas e até com uma tentativa de assalto que fora rapidamente abortada pela segurança do Shopping. Saindo de lá teve que seguir para a Faculdade que não podia faltar, pois era semana de provas e o que mais queria era concluir o seu curso de Administração para conseguir uma boa colocação no mercado e crescer profissionalmente.

Estava quase chegando no ponto quando viu seu ônibus, tentou correr para pegar, mas não teve sucesso. Agora não adiantava chorar e o jeito era esperar o próximo chegar. Ficava um pouco receosa em ficar ali sozinha à noite apesar de ter algum movimento de pessoas que transitavam naquele ponto.

Denise olhava para frente, fixamente, na expectativa de sua condução chegar, começou a cair uma garoa, encolheu-se sentindo muito frio. Subitamente escutou o barulho de um carro derrapando na pista e freando quase em cima dela. Como num passo de mágica as portas traseiras do carro se abriram, dois homens saíram e sem dar tempo de reagir a agarraram e jogaram para dentro do veículo. Denise continuava encolhida, não conseguia enxergar nada, pois vedaram seus olhos, suas mãos e pés estavam presos e só escutava eles agitados dizendo para ela ficar quieta senão morreria.

O carro corria desgovernado, derrapava nas curvas e seu corpo era jogado de um lado para o outro como um saco de batatas. Estava apavorada, seus sentidos anestesiados, seus pensamentos confusos e se perguntava: Quem eram eles? Será que estava sendo seqüestrada pelos bandidos que tentaram assaltar a loja, que a viram apertar o alarme para avisar a segurança? O que eles queriam com ela? Estava em transe morrendo de medo e não sabia para onde a estavam levando. Começou a rezar, a chorar baixinho e queria tanto sair dali, chegar em sua casa e abraçar seus pais.

Finalmente, após meia hora, o carro parou e Denise foi arrancada do carro pelos ditos “irmãos metralhas” que a levaram para um quarto e a deixaram lá trancada. Escutou o barulho das chaves fechando a porta e os passos dos homens se afastando sem dizerem uma só palavra, sendo que um deles tinha um pigarro constante que mais parecia um tique nervoso.

Conseguindo se libertar das tiras que a amarravam e da venda dos olhos verificou que estava num cubículo muito pequeno e totalmente escuro. Tropeçou em um móvel e tocando percebeu ser uma mesa e por cima dela havia uma pequena mala ou algo parecido, mas não dava para ver.

Cansada, morrendo de medo, com a boca seca querendo muito beber água, estava tentando se controlar para não entrar em pânico e rezando para que alguém viesse socorrê-la. Seus pais já deviam estar aflitos e não sabia mais em que pensar, com suas pernas trêmulas acabou sentando no chão que estava igual a uma pedra de gelo de tão frio. Não queria morrer assim desse jeito, precisava reagir e olhando para o alto avistou uma pequena janela onde dava para ver a penumbra da noite e a sombra de um poste. Abaixou a cabeça e começou a chorar muito e foi quando ouviu um “clique” e viu que a luz do poste acendeu o que fez entrar um pequeno feixe pela janela que iluminava o móvel em que havia tropeçado.

Levantando foi logo verificar a mala que estava ali. Olhou detalhadamente e verificou que tinha dois fechos e apertou sem pensar e ela se abriu. Levantando a tampa deu de cara com seus objetos pessoais e ao mesmo tempo que arregalava os olhos pelo que acabara de ver, escutou o barulho das chaves na porta que abriu bruscamente, fazendo com que Denise soltasse um berro de tão assustada, levantasse rapidamente a cabeça, abrisse os olhos e . . . ! ! !
– Denise minha filha vai ficar dormindo com a roupa que andou o dia inteiro na rua? Levanta daí, vá tomar um banho e venha jantar conosco que daqui a pouco está na mesa, disse sua mãe ao entrar em seu quarto.

Viu que estava na sua cama, no seu quarto com as todas as luzes acesas. Suspirou de alívio e disse:
- Ufa que pesadelo horrível !!! Que bom que estou em casa.

Denise havia chegado em sua casa e estava sem luz, deitou-se na cama para esperar ela voltar pegando no sono. Foi assim que acabou tendo esse pesadelo, reflexo do dia angustiante que passara e agora o que mais queria era poder descansar e esquecer tudo isso.

*Escrito por Irene Moreira*

Participação da 5a. Edição do Projeto Entrelinhas

"O que a história conta não passa do longo sonho,
do pesadelo espesso e confuso da humanidade."
(Arthur Schopenhauer)

Imagens google

domingo, 8 de agosto de 2010

"Sonhos, realidade ou fantasia?"




"Desistir dos sonhos é não acreditar no que deseja. Assim, tudo o que acontecer na sua vida será contra sua vontade.”

Precisava muito descobrir aonde se encontrava a minha felicidade, já estava cansada de ficar girando em volta do mesmo lugar e continuar brincando de sonhar.

A vida é uma mistura de escolhas e precisamos correr em busca de oportunidades e não parar no tempo, deixando que amanhã esses sonhos fiquem marcados somente nas folhas do diário como um desabafo, um arrependimento de não ter, pelos menos, tentado fazer acontecer.

Apesar de todas as dificuldades que pudesse vir a encontrar, apesar da tristeza que deixaria no coração daqueles que me amavam, precisava partir em busca do meu espaço, daquilo que me realizava.

Para os meus pais o meu desejo de ser cantora não passava de uma fantasia de adolescente e sabia que a notícia de minha partida iria muito os abalar, mas já estava tudo certo, partiria amanhã assim que o dia amanhecesse. Aceitar que tudo era uma fantasia seria uma derrota para mim, seria não acreditar no que mais gostava de fazer, seria desistir de um dos meus maiores sonhos, da minha realização.

Estava de mochila pronta e claro que levaria o meu companheiro inseparável – o meu violão. Seguiria para o interior de Minas aonde me encontraria com os componentes de uma banda de forró que havia conhecido num show no Clube Pontal. Quando os conheci tive a oportunidade de cantar com eles de uma maneira muito natural, sem interesses, somente curtindo a música e nos divertindo. Foi tão bom e eles gostaram tanto que recebi um convite para ser crooner de sua banda. Pensei muito antes de aceitar porque vivia envolvida com receios, medos, preocupação em magoar, pensando em tudo menos em mim  e foi quando dei um basta tomando a decisão de  ir.

Caminho em direção a Rodoviária com minha mochila nas costas e com meu violão nas mãos. Caminho com vontade levando o coração cheio de esperanças em busca da minha felicidade. Sei que na vida nada é fácil e que muito tenho a percorrer, mas o importante é não desistir e aceitar o que o destino tem a lhe oferecer.

Sigo em frente com minhas alegrias, espalhando o meu perfume na esperança de agradar a quem passar por perto. Sei que o amanhã se mostra incerto, mas aproveitarei cada dia do presente na certeza de ser feliz.



*Escrito por Irene Moreira*
3a. Edição - Sonhos, realidade ou fantasia
Projeto Entrelinhas

“A possibilidade de realizar um sonho é o que faz que a vida seja interessante”.
(Paulo Coelho)
“A invenção, o imaginário e a memória são uma coisa só.
Não se pode separar a memória da invenção, a fantasia da realidade.”
(Lygia Fagundes Telles)

Imagem google

sábado, 10 de julho de 2010

" AMOR O SENTIMENTO DE VALOR ÚNICO E INSUBSTITUÍVEL"

]
Uma das coisas mais importantes da vida é diferenciar valor de utilidade, tudo, ou quase tudo que existe no mundo, incluindo as pessoas, tem sua utilidade, mas não valor.

O Valor de alguém, o amor por alguém , ou de algo, é dado unicamente por nós, é pessoal, único , exclusivo, intransferível.
 
Tudo que faremos na vida é correr para realizar nossos valores. Se o que tem valor para nós é morar em uma casa no campo , junto da  família, todos os esforços e todas as  energias estarão voltadas em concretizar esse sonho, esse  valor, pois isso trará muita felicidade.

A utilidade, essa é variável, e normalmente nos apegamos a coisas que tenham utilidade como o dinheiro, mas que não tem nenhum valor. Realmente é uma das coisas mais úteis do mundo, pois podemos trocá-lo por uma casa de campo, um jantar maravilhoso, um livro que gostaríamos de ler há algum tempo, uma obra de arte e assim vamos fazendo trocas.
As pessoas também tem sua utilidade e, quando dizemos que "ninguém é insubstituível" estamos falando do aspecto útil dessa pessoa, num trabalho, mesmo na sua ausência, outros podem executar suas funções, mas ele nunca ocupará o seu valor. As amizades verdadeiras que conquistamos, o respeito , a admiração ou até o ódio e desprezo que lhe foram atribuídos são coisas únicas suas e que não fizeram parte de suas atividades profissionais.

A utilidade de um gato, que é o que me fez contar esta história, é bem simples. Em troca de casa e comida ele mantém os ratos, e até as baratas afastadas e faz companhia e até mesmo diverte, essa é a utilidade de um gato.

A minha gata morreu, ela tinha dezoito anos, ou seja, a maior parte de minha vida adulta foi ao seu lado, mais tempo ao meu lado que meus colegas de trabalho, muito mais tempo comigo que meus amigos, e até mesmo, mais tempo comigo que minha amada esposa.

No mesmo dia que ela morreu, à noite, o meu gato mais novo deitou em meus pés, como ela fazia, principalmente quando era mais nova e ágil, claro que ele tem seu valor único, mas ninguém substituirá a Shena, como ninguém substituirá as pessoas que eu amo quando se forem.

Talvez o mundo tenha ficado um pouco mais triste para mim, mas, isso prova que ela conquistou seu valor, e que eu fui capaz de amar, e, mesmo sem prestar às vezes atenção nisso, o mundo ficava mais bonito com ela, pois o mundo sempre é mais belo quando refletido naquilo que amamos.

A procura por coisas úteis não nos leva a lugar nenhum, elas, por si só não têm valor, nos levam a um vazio, a uma procura sem sentido, a um sentimento de inutilidade e despropósito.

Devemos sim, procurá-las para que elas possam realizar nossos valores e, aí sim, nosso mundo terá cor e vida, e é claro, um propósito.
Para minha gata Shena, não lhe desejo que descanse em paz, desejo que, aonde quer que esteja, seja amada, não só por mim, mas por quem estiver ao seu lado. “Seu valor nunca será ocupado.”

Participação 2a. Edição
3º LUGAR
"Nunca se canse de fazer pequenas coisas para os outros.
 Às vezes essas pequenas coisas ocupam a maior parte de seus corações"
"Essa história aconteceu na vida real e foi vivida por um amigo
que descreveu esse sentimento de um amor puro, único e insubstituível."

(Imagem google)

domingo, 20 de junho de 2010

"Olá maninha querida!!!


Olá maninha querida!!!


Hoje bateu uma saudade grande de você
Olhando nossa foto de infância
Vejo que nunca estarei sozinha
Porque tenho você minha amiga
Meu doce anjo da guarda.


A vida foi boa para mim
Por ter me dado uma irmã como você
Juntas compartilhamos momentos lindos
Vivemos momentos difíceis sempre unidas
Onde tudo ficava mais fácil.


Saudades de nossas brincadeiras
Diversões, risos e das briguinhas bobas.
Saudades da emoção dos primeiros amores
Das paqueras,troca de segredos e confidencias
Compartilhando e aprendendo juntas.


Obrigado maninha
Pelo seu colo
Pelo seu carinho
Pela sua amizade
Nos momentos que mais precisei.


Minha maninha querida
Você dá luz a minha vida
Sempre pronta a me escutar
Sem jamais me julgar
E com conselhos me ajudar.


Seguimos caminhos diferentes
Vivemos nossas próprias vidas
Buscandos realizar nossos sonhos
Sempre perto nas derrotas e vitórias
Torcendo pelo melhor para nós.

Minha maninha querida
Minha alma gêmea
Minha sempre amiga
Que a vida te encha de alegrias
E um mundo cheio de felicidades.


Minha maninha querida
Deixo aqui o meu abraço
Cheio de carinho e saudades
Declarando aqui esse amor
Tão puro e especial.

*Escrito por Irene Moreira*


Participação 1a. Edição
 Projeto Entrelinhas
Vídeo You Tube