sábado, 30 de outubro de 2010

"UMA VIAGEM INESQUECÍVEL"


Adriana e Eliane eram amigas inseparáveis e combinaram, num feriado prolongado, de viajarem para Florianópolis onde a família de Adriana tinha uma casa na Praia do Campeche.

Elas estudavam Turismo na mesma Faculdade e estavam estagiando numa Agência de Viagens que permitia terem facilidades para conseguirem passagens com preços baixos. Foi uma viagem planejada e já haviam feito uma agenda de passeios e queriam aproveitar bastante esses dias.

Logo que chegaram foram direto para a casa localizada num lugar sossegado apesar de ficar perto da praia que era muito freqüentada por surfistas que aproveitavam as ondas fortes do mar.

Descansaram um pouco, se acomodaram em um dos quartos que os caseiros já haviam deixado arrumado e com tudo que precisavam. Aproveitaram para almoçar e saborear a gostosa comida que a caseira, Dona Rosa, havia preparado. Depois ficaram planejando o que iriam fazer combinando darem um passeio até a Ilha do Campeche que ficava em frente à praia.

A Ilha que era muito conhecida pelos acervos arqueológicos e por suas histórias além de ser ótimo para se dar um bom mergulho. Para chegar lá pegaram uma embarcação e foram logo em direção a praia para aproveitar o passeio, pois a embarcação tinha horários marcados e elas queriam voltar antes do anoitecer.
Chegando à Ilha foram logo para a água que estava com uma temperatura agradável. Ficaram ali curtindo a água, sentindo a brisa gostosa da tarde, jogando conversa fora e seguiram caminhando pela orla brincando com água calma e cristalina.

Conforme caminhavam seus pés tocavam o fundo onde a areia estava cheia de conchas e pedras. Evitando se machucarem andavam com cuidado e foi quando a Eliane pisou em algo meio mole, parecia uma esponja e estranhando olhou através da transparência da água e de repente começou a gritar e a pular de pavor.

Adriana tentava, sem saber o que acontecia acalmar a amiga e não conseguindo olhou também para a água e aí ficaram as duas apavoradas. Adriana depois do susto procurou olhar melhor para saber que cara era aquela com dentes afiados e olhos esbugalhados olhando fixos para elas dentro da água, mas o entardecer havia diminuído a claridade. Pegou um galho de árvore que estava caído e, com a cara e coragem, procurou puxar aquele “monstro do mar“.

Eliane continuava tremendo feito vara verde e Adriana estava tensa, mas continuou firme puxando. Quando surgiu a cabeça do suposto “monstro” as duas se assustaram com o estado de decomposição de um gato que devia estar morto já há algum tempo. Adriana jogou longe o corpo do animal e as duas correram caminhando em direção a praia e assim que colocaram os pés na areia deram um suspiro de alívio e começaram a rir.

O dia começava a anoitecer e lembrando o horário da embarcação saíram às pressas. Conseguiram chegar a tempo e quando já estavam em direção a casa  Eliane comentou com a amiga que tinha sentido o fato de chamarem Florianópolis da Ilha da Magia.

O que ocorrera fora simplesmente fruto da imaginação delas e para umas futuras Agentes de Turismo tinha servido de lição.

Autoria *Irene Moreira*
7a. Edição - Projeto Entrelinhas
"Uma história de Terror"


"Todos os homens têm medo.
Quem não tem medo não é normal;
isso nada tem a ver com a coragem."
(Jean-Paul Sartre)

Imagens google

14 comentários:

  1. Ficou muito legal tua participação,Irene!beijos, boa sorte...chica e lindo feriado...

    ResponderExcluir
  2. Olá, Irene!

    Será caso para dizer que não ganharam para o susto, mas ganharam experiência, e também uma história para contar. E quando tudo acaba bem...

    Bom domingo.
    Beijinhos.
    Vitor

    ResponderExcluir
  3. Uma boa participação amiga, e que susto elas passaram hein...

    Bom domingo.

    beijooo.

    ResponderExcluir
  4. Ai que susto!
    Até eu me assustei.
    kkkkkk
    Xeros e bom domingo

    ResponderExcluir
  5. Irene,que susto para as duas,não?Imagino o medo!Muito bem escrita sua história,adorei sua participação!Hoje tem poesia sua no Recanto tb!bjs,

    ResponderExcluir
  6. Quer participar de uma idéia muito bacana em relação ao livro? te espero em meu blog.

    Bom feriado amiga.

    beijooo.

    ResponderExcluir
  7. Selinho do entrelinhas:
    http://vai.la/1xkK

    ResponderExcluir
  8. Irene,eu passei para agradecer por sua poesia em nosso blog!Fico feliz que tenha gostado pois peguei sem permissão...rsss...mas ficou tão bonita que tinha certeza que não iria se importar!Pode divulgar se quiser,pra nós sempre é muito bom!bjs e muito obrigada!

    ResponderExcluir
  9. Irene querida, que bom poder voltar aqui e deparar com tão belos textos.

    Bj

    ResponderExcluir
  10. Rsssss ficou muito boa essa história!!!! Coitada da menina, tremendo igual vara verde rssss... adorei!!!!... destaque para esse gatinho de olhos assustados no final da postagem... show!!!

    Beijossss

    Vivian

    ResponderExcluir
  11. Olá Irene.
    É caso para dizer que tudo está bem, quando acaba bem.
    As duas amigas tiveram uma experiência que mais tarde irão recordar com satisfação. Tanto maids que a parte deterror não passou de fruto da sua fértil imaginação.
    Muito bonita e bem descrita esta narrativa. Parabéns.
    Beijos.
    Janita

    ResponderExcluir
  12. Que historinha linda! *-*
    Adoreiii!!

    Beijos!

    ResponderExcluir
  13. Olá seguidor(a) do blog Grandes Pensamentos, Pequenas Histórias (http://primeiro-livro.blogspot.com/).
    Como seguidor, tenho que te manter "a par" das coisas que lá acontecem, não?
    Pois bem, é o que faço aqui! =)
    Bom, eu e um blog amigo fizemos uma competição especial para o final do ano, Happy End 2010.
    Em que você faz uma crônica (romântica (avaliada por mim) ou divertida(avaliada pela dona do outro blog).
    Caso se interesse, é só acessar esse link e ver como participar!

    http://primeiro-livro.blogspot.com/p/concurso-happy-end-2010.html

    Obrigada pela atenção! Obrigada por seguir o blog! Obrigada pelos comentários lá feitos!

    ResponderExcluir
  14. Mas olha que eu até fiquei comedo rs... Pensava ser um cadáver humano rs...
    Boa história!
    Beijos na alma, Irene!

    ResponderExcluir